Alguns de nós, jovens, utilizaremos o Título de Eleitor pela primeira vez esse ano. Não é o meu caso, mas sei bem como é um tanto estranho e honestamente nada empolgante. Pelo menos esses eram os sentimentos quando votei pela primeira vez.
Um martírio! Me senti caminhando a Via Crúcis (Caminho da Cruz) rumo ao Calvário para ser crucificada e ainda ter que optar entre o bandido da direita ou da esquerda!
Hoje já não me sinto assim e não vejo dessa forma. Mudei. O que não mudou é o fato de que toda eleição existem os novatos que estrearão as urnas eletrônicas e exercitarão seu direito de voto pela primeira vez com uma sensação de dever imposto (risos).
Então resolvi fazer um breve “Manual” para àqueles que esse ano caminharão pela primeira vez rumo às urnas:
1.Conheça seu Título de Eleitor
Básico: Conhecer para poder de fato participar e não se “enroscar” na hora de votar. O seu Título é um documento que possui informações relativas ao seu local de votação, Zona Eleitoral (Região e Escola) e Seção (Sala de Aula). Para se localizar, basta olhar quais são seus números, acessar o Site do Tribunal Regional Eleitoral de sua cidade que possibilitará a consulta ao local onde você precisa votar.
Não esqueça de levar seu Título de Eleitor no dia da votação e o número de seus candidatos anotado em um papel para não se atrapalhar ou confundir (tá parecendo propaganda do Governo (Risos)).
2. Tudo se trata de uma escolha
Entender esse ponto é importante. Tudo na vida se trata das escolhas que fazemos e que cada uma delas tem consequência(s) seja(m) boa(s) ou ruim(ns). Portanto avaliar bem evita que possamos “pisar em falso” e nos precipitarmos. E aqui não basta ser superficial, é preciso “fuçar”, pesquisar, conhecer não apenas o candidato, mas também os cargos e posições que esses candidatos estarão concorrendo. Dá trabalho eu sei, mas quantos de nós depois não vamos querer Trabalho e não vamos encontrar no mercado por conta de políticos que não lutam para que esse seja nos assegurado? Consequência: Disponibilidade constante assegurada no mercado de trabalho!
Entende? É como na internet, um link leva a outro, uma ação gera outra e assim por diante.
3.Ouça o candidato, não apenas escute
Demorei um pouco a entender a diferença entre um e outro. Mas olha como é simples, a gente costuma escutar quando nossos pais dizem 'fulano(a) faça isso' e a gente responde no automático 'já vou' mas na real a gente nem sabe exatamente o que eles disseram. Ou quando a gente assiste por acaso o horário eleitoral, nem escuta direito, apenas fica olhando as imagens esperando o próximo programa da TV, a próxima novela. Agora a gente ouve quando na faculdade a professora cita o nome na lista de presença, ou quando toca no rádio a canção que a gente ama ou a narração do jogo de futebol do coração. Entende a diferença? Um a gente processa, o outro a gente 'cumpre tabela'.
Então, ouvir o candidato é prestar atenção nas suas propostas ( não suas promessas), se ele ou ela dialoga com verdade ou manipulação, se seu discurso é o que a gente quer ouvir ou o que de fato precisamos ouvir. Há diferenças grotescas entre um e outro!
4. Política e Diálogo são inseparáveis
Não consigo compreender democracia sem que haja um processo de diálogo profundo, constante, intenso e até exaustivo, não no sentido de cansativo, mas de esgotamento do debate. Hoje com as novas tecnologias e as redes sociais que proporcionam interação e diminuem distâncias, não há porque não dialogar de forma mais proximal possível com os candidatos, com nossos amigos, buscando opiniões, diferentes visões, opiniões de especialistas. Assim a gente não vota apenas na imagem do candidato, mas em tudo que ele representa, afinal no Brasil a nossa democracia é a chamada representativa, onde você elege alguém para representar você. E o que nós jovens mais detestamos ser é apenas uma imagem, apenas um 'rostinho bonitinho' não é? A gente quer ousadia, transparência, transformações, busca intensa de soluções.
Esse é o Manual que disponibilizo para todos aqueles que irão utilizar seu Título pela primeira vez, mesmo que seja pela décima vez. Deixe-me explicar (essa é uma mania que tenho). Falo aqui de todos aqueles que não tem medo de assumir erros, identificar falhas, que não evitam novos começos, e que ao se posicionar para acertar, encerram o passado e fazem o que vão fazer “novamente”, como se fosse a primeira vez.
Termino então lembrando de uma parte de um texto que ouvi a Ana Carolina lendo de Tom Zé 'Não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser vai dar pra mudar o final'.
Ass. Tati Rodrigues